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Domingo, Janeiro 9

Eu só quero registrar.

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Terça-feira, Dezembro 28

...um post, talvez o último

Horas sólidas, rodas quadradas. Imóveis, imóveis... Diria até que o ponteiro andou para trás três segundo. Antes andasse para trás o suficiente para não prolongar uma espera de algo que não vem não vem e não vem. E o medo do risco de giz? É não ter segurança para afirmar se o que sinto é meu mesmo ou emprestado. É ter mais medo que tudo. É a hora que não passa... Até um texto para distrair. É tudo que diz o contrário do desejado... É tudo que diz que o indesejado é belo.

O que fazer quando o relogio anda três segundos à cada dia? Tinha um grão tão grande que entropiu o buraquinho dos cones. Mais dois minutos... Melhor: menos dois minutos de agonia, tensão.

Um pouco de sangue meu nesse fundo branco, ou cinza, não me lembro... Sangue que espero que continue escorrendo, em outros locais. Sangue, sangue e sangue. Depois de alguns ritos iniciáticos: alívio... Sangue e dor. ...e espero.

O possível "último texto" de nada tem com a minha agonia... Tem com a falta de paciência com isso aqui... Cansei de nadar.

E a paciência para escrever esgotou, e passaram-se apenas mais 4min. :o/ Será difícil esperar mais 3h.

J.

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Domingo, Novembro 21

mas que droga samanta será que você não vê que a vodca deve ficar mais a direita que droga mulher parece que você não sabe de nada você precisa deixar isso longe desse depravado que nao sabe fazer nada que não seja encaixar a boca no gargalo e entornar o líquido garganta a dentro desse jeito não sobra nada para a gente e como você quer que a gente consiga trepar com esse bêbado sóbria será porque você já fumou toda essa merda sozinha que merda mulher que merda ser puta com uma burra feito você tira qualquer um do sério porra esse cara esconde o dinheiro e não tem como encontrar no meio dessa bagunça horrível como a gente faz aqui nesse buraco essa merda desse homem entrou em coma alcoólico vai levanta o pau dele agora sua burra o que a gente faz nem o dinheiro para o táxi a gente tem sua loura drogada

...uma banana de duas toneladas cai sobre a cena...

....é o desejo de escrever merda.....

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Sábado, Novembro 6

distantes do finalpontual anticoncepcional idéias são geradas no motel das letras porque o que é um ponto para atrasar a diversão pontospontospontos morrem congélidos e solidementes

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Quinta-feira, Novembro 4

...the oldest kids on new blocks

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Terça-feira, Novembro 2

Sorriso ao molde antigo
ou SolilóquiAzul n° 1

Ela sorriu tamanho simrriso que ele não hesitou: largou no chão o copo e caminhou um caminho sem rumo nem proposta. Sentiu um pouco de vento esfriar o rosto, quase tisne, e aproveitou para arrefecer-ser por completo. Iluminado pela chama de uma vela, apagou-se para o mundo externo a si. E se fez corpo que anda, sem vísceras (perderam-se ao longo do caminho, após a implosão). Pensou em caminhar mais rápido ... quase corrend ... para fugir dos grandes NÃOs que o perseguiam ... mas não! a makina reflexiva estava no chão, a alguns metros, e interrompeu o desejo de correr ao cair. Parou e sentou no banco da praça. E acompanhou com o olho esquerdo, o único que lhe restara, o dançar das folhas secas de verão.

...e o vento levou consigo o último fio de cabelo.

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Construindo uma Imagem


...e com o sonido entraram o projétil, a arma, o assaltante... e o cão sarnento que passava. e o menino sardento que dormia. e o carro árvore terra parede grama vidro lixo. e o moço com a moça sementes sem mentes caminhão computador o sofá mais parede e cimento. o bonde trem e o dinheiro e o aço. e todo o ferro. e os touros reprodutores e magros os bodes vacas e tontos. e os montros. e mortos. tortos. comidas podres e prontas azuis amarelos vermelhos pretos. e os microscópios e lunetas e clarinetas e pianos. e tudo tudo. por último o si. até restar apenas uma tela em branco de um artista.

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Segunda-feira, Novembro 1

...inimagens
26ª Bienal de São Paulo

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Terça-feira, Outubro 26

I dee sad people

this is what you met when you gess with us...

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Sábado, Outubro 23

Pare de fumar em 5 dias
Curso Aqui

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Domingo, Outubro 17

Eros Ébrio

IAgite

A mão pouco hábil agitava ao mesmo tempo que pressionava o pequeno caminho no instrumento. Agite antes de usar, dizia ele e todos aqueles a quem perguntara. E não perguntara a ninguém. Agitar... Agitar é um saco. O braço dói. Mas é necessário quando se deseja um pouco das sementes de alegria. Fazem bem para a pele, para o humor e para deixar aquele gosto amargo de pastel cru no fundo da garganta. agita... agita... agita... e algo empurrou os dedinhos para cima... é agora... interessante isso de perceber antes de sentir... engole rápido e... alguém tem halls?

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IICruz

Céu azul escuro sobre o recanto belorizontino do Sumo Pontífice. Pior do que jogar na cruz pedras: um namorado ali, na cruz do espaço sacrossanto do sumo sacerdote de uma religião cristã qualquer, urina. A namorada o abraça por trás, estende os braços até o falo e o segura. Um líquido de cor indinstinguível no escuro escorre da base da cruz, passando por debaixo da perna de ambos, até uma canaleta localizada pouco atrás.

O NAMORADO
Uhm...

A NAMORADA
É engraçado, não consigo sentir o líquido saindo.
(franze o cenho)

O namorado pressiona-lhe os dedos de forma que ela sinta o líquido passando pelas paredes da uretra.

A NAMORADA
Que bonitinho!

A incomensuráveis léguas abaixo, no inferno, uma festa.

SATANÁS
Cara, olha só, meu! Esta vendo só? Estão mijando na sua cruz! Estão mijando na sua cruz!

JESUS
I daí, brow... Até eu fiz isso! Também a cruz não é minha... É daquele velho trêmulo que não demora muito chega lá em casa.

SATANÁS
Porra, Zuis... A diferença, né, meu? Você estava pregado, urrando de dor. Ainda ia ficar preocupado em segurar mijo? Passa o baseado aí, porra... Quero dar umas bolas. Você ta fumando ele todo!

JESUS
Desencana que a vida engana, brow. Aperta outro para você porque esse já era.

SATANÁS
Porra, desse jeito nunca mais te convido... Vacilão... E ainda conto para o seu pai que você vem aqui.

JESUS
Porra, Nás, olha a brincadeira sem graça, mano... Você sabe, meu, que meu pai corta minha mesada se souber que venho aqui! Ô, meu, e se ele fizer isso não arrumo mais bagulho, ô porra... Fora que ele não vai mais me deixar sair... Lá em casa é uma merda, mano, uma merda...

SATANÁS
Porra, Zuis, para de chorar!

JESUS
Lá em casa é um saco, mano... Um saco!

SATANÁS
Está bom, Zuis. Para de chorar, porra. Não conto nada para seu pai não. Você sabe que não teria coragem de fazer isso com um mano. Dedo duro, meu, isso eu não sou. Só não faz isso de novo, sacou? Agora fiquei na vontade. Estou sem grana para comprar mais e você fumou todo o bagulho que a gente tinha!

JESUS
Jura? Jura que não conta para o meu pai?

Satanás enxuga as lágrimas de Jesus. Assusta-se e aponta para cima.

SATANÁS
Porra, mano... Olha só! Aquela mina está balançando o pau do cara!

JESUS
Que você espera, mano? Ele está mijando! Até a gente balança o pau! Senão meleca a cueca toda e depois para lavar é foda. Mas jura? Jura que não conta para o meu pai?

SATANÁS
Porra, já não te disse que não sou dedo duro? Juro não, porra. Jurar é coisa de bicha.

JESUS
Ahhh, porra... Pro caralho essa história. Cadê a cachaça?

SATANÁS
Aqui.

JESUS
Passa então, brow.

SATANÁS
Vem cá pegar.

Satanás senta sobre a garrafa de cachaça.

JESUS
Porra, assim você até me deixa de pau duro, olha só!

SATANÁS
Fica um tesão você de pau duro com essa tanguinha...

Uma vaca cai sobre os dois.


Cai o pano

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Segunda-feira, Outubro 11

SQUILIBRIO I - Entre o ozônio e o centro da Terra

João Burburinho, viciado em banhar de sal as lesmas do jardim, religiosarregamente as sem-mentes do quintal com lactágua todas as manhãs. Almejava cuiter, não apenas uma roseiramoreiracidreirapim, mas de todo um pé-de-vacas. Escolheu para depositesperanças os pés-de-pau. mais fácil induzir é que roubar da planta suatenção.

E não é que um botão do tamaninho de um botão apareceu? I ele foi se abrindo todo i lá dedontre saiu uma vaquinha do tamaninho de um dedinho mindinho, malhada e muuuugindo que nem se fosse grande. E mais dois, três e seis vaquinhas foram aparecendo no arbusto que se entupiu todo e de tão pesado que ficou se esqueceu de crescer.

As vaquinhas verdes não soltaram dos galhos. Só muuuugiam e deixavam não ninguém dormir. Muuuuuuu faziam as vaquinhas que pediam para Burburinho regar elas com leite. E Burburinho regava direitinho e fazia segredo do pé-de-vaca. I pediam di noite, di manhã, di tarde, todo o tempo. I Burburinho cansado dava.

Até que, um nãocontempo depois, as vervacas viraram vacasduras, do abacatamanho mais ou menos. Maduras, as vacas soltaram dos galhos e abanaram os rabos para espantar mosquitos. E saltitaram no ar que nem se fossem sementes de amarula volantes. I se foram embora todas, menos Mumu, que arremeteu e posou por ali mesmo, no quintal do Burburinho.

Mumu cresceu e virou vaca do tamanho de vaca. Deu leite que era uma beleza. I acabou comendo o pé de vaca quando já estava velha, cega e com dois bezerros de parto parido. I o pezinho, mesmo antes de virar congestão, nunca mais deu vaquinhas. Deve de ser porque Burburinho nunca mais teve coragem de molheite.

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Domingo, Outubro 3

Blumvsqui blavotka so emeótica tirimdun. Siribidova tudilim baroti blumdum? Blóôópa! Lika Blóôópa! Litopovim hu blim dom ziiim. Pitovo LIGI KI COTIANI va lit um!!!

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Sexta-feira, Outubro 1

Doce História de Amor

Enquanto no Espaço Celeste as duas bibas Cafetinas brigavam pela posse das putas, no barzinho da Esquina Tomé tomava pinga com limão e sal com seus amigos-de-ocasião.
Mas à essa história de nada interessam as bibas, Tomé ou as putas.

Há alguns anos viveu Juliana, uma senhora de vinte e cinco anos que nunca fez nada, exceto morrer. Nunca lavou, cozinhou, nem se banhou. Nunca dormiu ou acordou. Sequer existiu. Nunca fez, mas por ela já fizeram. E muito. Juliana foi muito amada por Lucas. Lucas era um menino de doze anos que sempre batia punheta olhando para a gostosa da revista e pensando em Juliana. E que no final do mês trocava suas "semi-usadas" por um desconto de dois reais na compra da gostosa da nova edição.

Viveu Juliana na cabeça (a de cima ou de baixo?) de Lucas até o aparecimento de Carla. Carla era uma menina de dezesseis anos, assim como Lucas. Ela existia e muito fez, como por exemplo apresentar a Lucas algo diferente de uma mão e uma revista. Ela não era lá como as moças da revista, mas era quentinha e isso bastou para que Juliana fizesse a única coisa que fez na vida.

Depois desse dia Lucas nunca mais viu Carla. Nem as moças da revista. Mudou-se para uma cidade à mil e duzentos quilômetros de distância e, alguns anos mais tarde, formou-se em Admnistração. Casou-se com uma conhecida de sala que pesava trinta quilos a mais do que ele e era estéril. Ela nunca trabalhou, nunca pensou e só fedia a cebola e repolho fermentado.E ele foi feliz para sempre ao lado da única que o faria relembrar do defunto de uma falecida a tantos anos.

E Tomé foi atravessado por um projétil que provavelmente saiu do cano do revólver de um policial que tentava, sozinho, conter a revolta das prostitutas do Espaço Celeste, que a essa altura já haviam degolado, cozinhado e ingerido as duas bibas cafetinas.

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Sexta-feira, Setembro 24

Voa voa passarinho
Faz manobras rapidinho
Mas cuidado amiguinho
Com o muro no cami...

...droga, não viu.

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